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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Governo federal libera R$ 700 mi e admite até abastecer viatura no Rio


Os recursos não serão entregues para o governo do Rio porque há temor de que sejam destinados a outras atividades e serão desembolsados mês a mês, até o fim do ano


O governo federal definiu que desembolsará cerca de R$ 700 milhões para apoiar ações de segurança pública no Rio, e a verba deverá ser usada, entre outras finalidades, para pagamento de insumos, como munições e até abastecimento de viatura. Em reunião que contou com o presidente Michel Temer e do governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), as autoridades até chegaram a anunciar um reforço de efetivo da Força Nacional e da Polícia Rodoviária que já tinha acontecido.
Os agentes extras estão no Rio há duas semanas.Os recursos não serão entregues para o governo do Rio porque há temor de que sejam destinados a outras atividades e serão desembolsados mês a mês, até o fim do ano. A verba vai diretamente para pagamento de insumos, como compra de munições, manutenção e até abastecimento das viaturas da Polícia Militar do Estado.
O dinheiro será usado ainda para garantir o trabalho da Polícia Rodoviária Federal, que controlará as estradas para tentar coibir o contrabando de armas e drogas para o Estado.
Outros recursos vão para a permanência da Força Nacional de Segurança Pública.
Sem reforço
Anunciada como uma novidade por Pezão após a reunião realizada no Palácio do Planalto, o envio dos 800 novos homens da Força Nacional e da PRF, na verdade, já tinha acontecido. Como esclareceu o governo federal, eles estão trabalhando no Rio de Janeiro há duas semanas.
Com a convocação da reunião, realizada pouco antes de Temer embarcar para o encontro do Mercosul, na Argentina, o governador interrompeu licença médica e embarcou para Brasília. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que é do Rio, e também está sendo cobrado pela caótica situação da segurança pública no Estado, participou do encontro cunho meramente político, sem definição de operações a serem executadas.
Hoje, mil agentes federais - da PRF (380) e da Força Nacional (620) - estão auxiliando no patrulhamento do Rio desde maio, quando chegaram os primeiros policiais de outros Estados. Este contingente ficará no Rio até dezembro de 2018.
Na entrevista, Pezão, que havia assegurado que os 800 homens iam chegar ao Estado "até agosto", afirmou que as ações da Polícia Rodoviária serão fundamentais "no combate à entrada de armas", o que ocorre pelas estradas federais, que estão sendo patrulhadas pela PRF.
"Vamos ter resultados significativos", insistiu. Procurada ontem após a coletiva, a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio não se manifestou.
A coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, no Rio, Julita Lemgruber, fez ressalvas quanto à capacidade de mudança que uma tropa de até mil agentes pode representar.
"A PM fluminense tem 50 mil policiais. De que forma 600 ou 800 a mais podem realmente contribuir para uma alteração nesse quadro caótico?"está causando mortes de todos os lados."
Forças Armadas
Está em discussão o emprego de militares das Forças Armadas em operações específicas no Rio. Prova disso foi a criação de um Estado-Maior conjunto regional - uma espécie de centro de planejamento - que começará a funcionar de imediato, para integrar operações dos governos estadual e federal.
O uso de tropas federais será feito em consenso com Pezão, mas este trabalho será esporádico e pontual.
Ministro da Defesa, Raul Jungmann, que participou do encontro, disse que o Rio terá "apoio integral e permanente das Forças Armadas, se necessário for", mas não detalhou quando e como.
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, lembrou que o plano de segurança pública "será de longo prazo, até o fim deste governo", com busca de operações de inteligência.
"Não queremos ações pirotécnicas", emendou, acrescentando que "todos os meios disponíveis da União estão à disposição" do Rio. (Colaborou Marco Antônio Carvalho)

Acusado de corrupção, Teixeira pode responder por 4 crimes no Brasil

O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira poderia responder por quatro crimes diferentes no Brasil por sua participação no esquema para desviar milhões de dólares em jogos amistosos da seleção brasileira, com a ajuda de Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona.


A reportagem do Estado revelou que o Ministério Público Federal vai solicitar que o processo envolvendo Teixeira seja transferido da Espanha ao Brasil, para que ele possa ser julgado no País. Numa apuração inicial, porém, procuradores estimam que ele poderia responder por estelionato contra a CBF e apropriação indébita seguida de lavagem de dinheiro. Isso tudo sem contar ainda com crimes contra a ordem fiscal e evasão de divisas.
Uma ordem de prisão partiu da juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional em Madri. "Teixeira obteve, de forma indireta, mediante a um emaranhado societário que se nutria da renda do acordo da ISE (empresa com sede nas Ilhas Cayman) para a Uptrend (empresa de Rosell), grande parte dos 8,3 milhões de euros que a ISE transferiu para a Uptrend pela suposta intermediação desta última", afirmou. A decisão da juíza foi do dia 12 de junho.
A ordem foi dada 15 dias depois da prisão de Rosell e quando os procuradores Vicente González Mota e María Antonia Sanz solicitaram que a Audiência Nacional emitisse a decisão de captura ao brasileiro.
Conforme o Estado revelou ainda em 2013, acordos secretos permitiram que a renda dos jogos da seleção fosse desviada para uma empresa em nome de Sandro Rosell, aliado de Teixeira e ex-presidente do Barcelona.
No mês passado, Rosell foi preso e a Justiça espanhola apontou que parte do dinheiro que ia para sua empresa, a Uptrend, terminava com o próprio Teixeira. "Durante 2010, Teixeira e sua mulher eram detentores de dois cartões Visa Platinum, com contas da Uptrend em Andbank", apontou.
"Resulta da investigação que, de sua posição de presidente a CBF, (Teixeira) influenciou na concessão de direitos audiovisuais aos jogos da seleção, e, enquanto isso, por trás e para o prejuízo da CBF, Rosell negociava um contrato de intermediação", apontou o documento do processo do caso do ex-dirigente catalão.
Os investigadores concluem, portanto, que "parte dos fundos não foi para a CBF, senão que, de uma forma fraudulenta, foram ao próprio Teixeira". De acordo com a Audiência Nacional, os fatos apurados levam a crer que o brasileiro acabaria sendo o "destinatário do dinheiro, e não a Confederação (CBF)".
As autoridades espanholas ainda chegam à constatação de que o delito de Teixeira foi "a apropriação por parte do presidente da CBF dos fundos pagos para obter os direitos dos partidos jogados pela seleção brasileira".
Desde a prisão de Rosell, que deixou o Barcelona pouco depois de um escândalo no qual milhões de euros da contratação de Neymar junto ao Santos foram omitidos, a defesa de Ricardo Teixeira tem negado qualquer tipo de irregularidade. Com informações do Estadão Conteúdo.

Mirgon Kayser: Rodrigo Maia e a Reinvenção do Golpe



A derrubada de Dilma de forma ilegítima em um golpe parlamentar com suporte do Judiciário – portanto a aliança entre dois poderes para assumir o controle do terceiro – aniquilou com o conceito basilar do nosso Estado Constitucional que é a independência e equilíbrio entre os Poderes da República.
Os verdadeiros corruptos deste país tinham interesse em barrar o fortalecimento das instituições democráticas como vinha acontecendo durante todo o governo Lula e posteriormente durante o governo Dilma. Os verdadeiros poderosos do país queriam a implantação do seu programa, paralisado desde janeiro de 2003. A classe média descrita por Marilena Chauí foi às ruas pelos interesses daqueles primeiros. Setores apodrecidos do Judiciário subiram na onda, seja pela defesa dos seus amigos, dos seus interesses ou apenas seduzidos pelos holofotes. Fechando a equação, aqueles políticos oportunistas que estavam onde sempre estiveram: à venda. Todos – com exceção do Brasil e da classe trabalhadora – sairiam ganhando…
O que provavelmente não estivesse no script inicial dessa grande aliança – mas talvez já nos scripts de alguns golpistas, quiçá inclusive estimulando o cenário – era que o governo ilegítimo de Temer entraria em decomposição de forma tão acelerada. Um pouco pela sede dos corruptos afastados do poder e agindo sem qualquer pudor, outro pouco pelas contradições de interesses intradireita (por acaso Onyx Lorenzoni, deputado do DEM, partido de rodrigo Maia, é o único parlamentar genuinamente de direita do RS que já manifestou-se pelo afastamento de Temer), outro tanto pela demora em implementar as reformas tão aguardadas pelo grande capital. O certo é que se retroalimentam e são potencializadas por aqueles setores que por uma razão ou outra que já abandonaram Temer e vislumbram em Rodrigo Maia um governo capaz de responder aos anseios daqueles para quem está a serviço.
Nada do que ocorre hoje no país tem relação real com um combate à corrupção. A ausência das panelas da classe média que foram às ruas contra Dilma e a condução diferenciada que Sérgio Moro dá à Lava Jato, hora perseguindo a esquerda, hora protegendo a direita, são símbolos nítidos disso. Temer é corrupto, protagonizou um golpe, aplica políticas de desmantelamento do nosso país e tenta implementar reformas nefastas ao país e não aprovadas pelo crivo eleitoral. Mas Temer não está caindo por nenhuma dessas razões. Está em vias de cair justamente porque perdeu as condições de realizar as reformas para o grande capital e porque os setores que ainda o sustentam começam a considerar a conta política das gafes e dos escândalos cara demais para os resultados alcançados.
Com a queda iminente de Temer, Rodrigo Maia terá pelo menos seis meses de governo durante o processo no Senado e pelo menos mais três meses para chamar eleições indiretas. Tempo em que sua tarefa será dar seguimento ao programa de reformas. Depois podem acontecer eleições indiretas, poderão chegar as eleições de 2018 ou até mesmo pode haver um grande acordo para que 2018 simplesmente não aconteça.
Tudo dependerá – na conta deles – do ritmo empreendido por Rodrigo Maia em “fazer o serviço” dos interesses do grande capital e nas condições em que Lula, o PT e as demais forças de esquerda do país cheguem para o cumprimento do calendário eleitoral.
A direita brasileira não fez tudo o que fez para ver a esquerda – especialmente Lula – voltar à Presidência da República apenas três anos depois. O grande capital não fez tudo o que fez para ver suas reformas não serem implementadas no país. O plano objetivo é realizar as reformas ainda nos próximos meses, criminalizar Lula e o PT retirando destes a capacidade de disputar as eleições de 2018 (preferencialmente com a prisão de Lula) e deixar o caminho livre para que o próximo embate eleitoral garanta um de seus representantes. Se Lula chegar em condições de disputar as eleições e com os níveis de aceitação popular que possui e Maia sendo o “bom menino” que o capital espera, este poderá mesmo ganhar o afago de uma Presidência mais longa, até 2020 – não custaria nada um novo “golpinho” para cancelar as eleições de 2018… Seria apenas mais um desdobramento do processo que o Brasil vive hoje.
É por isso que uma eventual queda de Temer deve ser vista somente como uma reinvenção do golpe e a sequência do governo ilegítimo. Seguir denunciando o Estado de Exceção e lutando por eleições diretas já deve seguir prioridade zero de todo e toda militante da democracia nesse país. A centralidade dos setores que acreditam em um país democrático, livre, justo e igualitário deve ser derrubar Temer, mas também derrubar Maia, derrubar os golpistas, realizar eleições diretas ainda em 2017 e reconduzir o país de volta ao caminho da normalidade democrática. Como bem disse Lula, nós podemos esperar, mas o Brasil não aguentará.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Chester Bennington, vocalista do Linkin Park, é encontrado morto Diz Site

Chester Bennington canta em show do Linkin Park em Los Angeles, em 2014 (Foto: Divulgação)

Chester Bennington, vocalista da banda de rock Linkin Park, foi encontrado morto em uma residência privada em Palos Verdes Estates, na Califórnia (EUA), informa nesta quinta-feira (20) o site TMZ. Segundo a publicação, que cita fontes policiais, o músico cometeu suicídio. Ele tinha 41 anos.
O cantor teria se enforcado no local. Seu corpo foi encontrado nesta quinta, pouco antes das 9h locais, de acordo com o TMZ. Chester era casado e tinha seis filhos.
Bennington lutou por anos contra drogas e álcool. Ele disse em uma entrevista no ano passado que já havia pensado em suicídio porque foi abusado quando criança, por um homem mais velho.
Ainda conforme o TMZ, o músico era muito próximo de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden e do Audioslave, que morreu em maio - também em um suicídio por enforcamento, segundo médicos legistas.

Sucesso nos anos 2000

O Linkin Park teve seu auge no início dos anos 2000, com os álbuns "Hybrid theory" e "Meteora". Na época, o grupo emplacou seu rock alternativo, com influência de rap e metal, em paradas de sucessos, com músicas como "Faint", "In the end", "Crawling" e "Numb".
A banda ganhou dois prêmios Grammy, pela performance de "Crawling" e pelo single "Numb/Encore", do disco "Collision Course", gravado em colaboração com o rapper Jay-Z em 2004. O último disco lançado pelo grupo, "One More Light", saiu em maio deste ano.
Chester Bennington em show do Linkin Park em Los Angeles, em 201 (Foto: Divulgação)Chester Bennington em show do Linkin Park em Los Angeles, em 201 (Foto: Divulgação)
Chester Bennington em show do Linkin Park em Los Angeles, em 201 (Foto: Divulgação)
Chester Bennington (Foto: Reprodução/Twitter)Chester Bennington (Foto: Reprodução/Twitter)

Morre aos 76 anos em São Paulo Marco Aurélio Garcia, ex-assessor de Lula e Dilma

O assessor especial para Assuntos Internacionais dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia, morreu aos 76 anos nesta quinta-feira (20), em São Paulo, vítima de infarto, informou o PT.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

POSSE DO VENERÁVEL MESTRE E SUA DIRETORIA

 As Lojas Maçônicas, em todo o Brasil e, muitas vezes, no mundo, mudam o seu Venerável Mestre. Estas mudanças ocorrem, a partir das escolhas, de forma democrática, das respectivas Diretorias, que serão as responsáveis pelos desígnios das Lojas, no período legal que as competem, tomando Posse, também de forma geral.
 Seguindo esta tradição, a Augusta, Respeitável e Benemérita Loja Maçônica “Loja Maçônica Obreiros da Regeneração” nº 26 realizou, no último dia 08 de julho, sua Sessão Magna de Posse da nova Diretoria. Ficou definido, então, que neste próximo ano maçônico, compreendido entre o segundo semestre de 2017 e o primeiro semestre de 2019 , recebeu a incumbência de Liderar a Loja, como Venerável Mestre, o Irmão Drº Carlos Augusto Vasconcelos sena gomes , 1º Vigilante Gil Carlos Matos e 2º Vigilante Rosenildo José dos Santos (Nido), que deverá prover atividades voltadas aos nossos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, com o apoio incondicional de todos os seus membros. …E, hoje, no cargo de Venerável Mestre, e toda sua Diretoria que tomou posse, receberam da Loja, a altíssima responsabilidade de, neste ano maçônico que se inicia, conduzí-la no desafio de manter a mesma vereda pela qual vem percorrendo nestes últimos anos: um caminho de união, de semeadura, de fraternidade, de aprendizado, de apoio recíproco, de ajuda, de exaltação à Pátria, de celebração do bem, de exaltação do espírito e de construção do Templo Íntimo Ideal, dedicado à humanidade.

Na mesma noite a Alice Ângela Vasconcelos Sena Gomes assumiu a Presidência do Clube da Fraternidade. “Unindo forças, ideias e projetos encontraremos caminhos e soluções conjuntas para realização de trabalhos e ações em prol da comunidade. Sozinha pouco podemos, mas juntas nos fortalecemos e somos capazes de desenvolver um trabalho forte e sólido.

A Posse contou com as presenças do Delegado Distrital, Luís Cezar de Almeida (Lula), as comitivas de municípios vizinhos, o Padre, Amarildo Oliveira e o Mestre Conselheiro, Victor Octávio, Maria Luiza Vice Presidente do centro espírita, da  presidente da câmara de vereadores de Uruçuca Magnólia Barreto e do Direito do If Baiano o senhor Euro de Oliveira Araújo   também se fez  presente  os representante da empresa Inaceres, a representante do cartório de registro civil, do colégio Cemur, do Colégio Estadual Carneiro Ribeiro.


O Venerável empossado, no uso da palavra, conclamou todos os presentes a uma reflexão sobre o papel da Maçonaria na sociedade, fazendo também um retrospecto dos legados deixados pelas gestões anteriores. Enalteceu o trabalho realizado pelo seu antecessor e pediu a todos que se unissem em prol de dias melhores para nossa humanidade.


































segunda-feira, 3 de julho de 2017

Bahia: Simpósio na UFBA debate geografia agrária e conflitos fundiários

Durante o II Simpósio Baiano de Geografia Agrária, “entre a teoria e a prática, articulações e resistências”, que acontece no auditório da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA) até a próxima quarta-feira (5), o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa, deputado Marcelino Galo (PT), criticou, duramente, o processo fundiário no Brasil, que, em sua opinião, continua a ser “perverso, promovedor de exclusão e violência no campo com sérios reflexos também nas cidades”.  No encontro, o parlamentar ressaltou que “com o golpe parlamentar”, depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016, medidas provisórias e Propostas de Emendas à Constituição, associadas as reformas, propostas pelo governo Michel Temer (PMDB), devem agravar a concentração fundiária e o quadro de violência e exclusão no campo. Outra crítica foi a ausência do Plano Nacional de Reforma Agrária.
“A Universidade, especialmente o Geografar, é uma das nossas poucas trincheiras de luta, de resistência e articulação dos movimentos sociais e populares, para que possamos enfrentar esse cenário dramático, esse processo de hegemonia dos latifúndios, consolidado com o golpe parlamentar, que é preocupante”, ressaltou Galo, que é engenheiro agrônomo e foi superintendente do INCRA na Bahia entre 2003 e 2005.  “É fundamental retomar as lutas, que tem que ser para além de dentro do estado. Para isso a compreensão da conjuntura, da luta de classes que ficou cristalizada com o golpe e a articulação da classe trabalhadora e dos movimentos sociais é imprescindível, do contrário a situação irá se agravar severamente, com mais concentração de terras, mais desigualdade, mais conflitos e mais violência no campo e nas cidades”, enfatizou. 
No Brasil, segundo dados apresentados no Simpósio, 200 mil famílias vivem em acampamentos à espera da reforma agrária e outra 3,5 milhões vivem e produzem em áreas que não são suas, seja como trabalhadoras ou arrendatárias. Em 2016, no país foram registrados 1.536 conflitos no campo, envolvendo 909 mil pessoas. Entre os envolvidos pelos conflitos, 32,7% são camponeses posseiros, 25,2% indígenas, 17,1% camponeses sem terra, 15,9% camponeses proprietários e 9,1% quilombolas. Dados do Centro de Documentação “Dom Tomás Balduino” da CPT apontam a Bahia como terceiro estado no Brasil no número de conflitos no campo brasileiro, com 11% do total registrado no país. Entre as vítimas da violência agrária em 2016, lembradas no Simpósio, estão o indígena tupinambá Luiz Viana Lima, morto na Serra do Padeiro, em Buerarema, o ambientalista e professor universitário Marcus Vinicius de Oliveira, assassinado em Pirajuía, no município de Jaguaripe, os quilombolas Alexsandro dos Santos e João Pereira, mortos, respectivamente, em São Francisco do Paraguaçú, em Cachoeira, e em Tijuaçu, no município de António Gonçalves.
O II Simpósio Baiano de Geografia Agrária tem como objetivo aprofundar as discussões sobre a consolidação de um pensamento social crítico acerca do espaço agrário brasileiro a partir das experiências de ensino-pesquisa-extensão no âmbito da Universidade e de entidades parceiras que estudam e vivenciam o campo baiano. Busca, também, potencializar a consolidação de uma rede de trocas de saberes e experiências entre professores, pesquisadores, grupos de pesquisa, militantes, organizações e movimentos sociais afins com a Geografia Agrária na Bahia, além de contribuir com a consolidação do Observatório da Questão Agrária no estado.
Também participam desses três dias de atividades, o Movimento dos Pescadores e Pescadores Artesanais, o Movimento dos Pequenos Agricultores, o Movimento dos Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas da Bahia (CETA), o Movimento pela Soberania Popular na Mineração, o Movimento de Luta pela Terra, Teia dos Povos, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).

Fotos divulgação / Daniel Ferreira
Assessoria de Imprensa 

GABRIELLI E MIRIAM BELCHIOR REFORÇAM DEFESA DE LULA DIANTE DE MORO



"Tanto Gabrielli como a ex-ministra Miriam Belchior prestaram depoimento e reforçaram que a Petrobras sempre contou com um complexo sistema de controle interno e externo, que jamais identificou a prática de atos ilícitos por parte dos ex-diretores Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró e do ex-gerente Renato Duque", diz nota divulgada pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira.
 
Confira, abaixo, a íntegra:
 
O juiz Sérgio Moro permitiu hoje (03/07) ao Ministério Público Federal formular perguntas à testemunha José Sérgio Gabrielli sobre a "operação Castelo de Areia", estranha à denúncia e aos documentos juntados aos autos. Diante da impugnação da defesa sobre a inexistência do documento que deu base ao questionamento, Moro afirmou: "O Dr. pode procurar depois", deixando evidente mais um cerceamento à defesa. 
 
Tanto Gabrielli como a ex-ministra Miriam Belchior prestaram depoimento relativo a ação penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000 e reforçaram que a Petrobras sempre contou com um complexo sistema de controle interno e externo, que jamais identificou a prática de atos ilícitos por parte dos ex-diretores Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró e do ex-gerente Renato Duque. Gabrielli reiterou que Costa, Cerveró e Duque eram funcionários antigos da petroleira e que não havia qualquer motivo para desconfiar de que eles estariam envolvidos em um esquema de ilegalidades.
 
Cristiano Zanin Martins

Geddel Vierra Preso

A prisão por tempo indeterminado ocorreu nesta segunda-feira, 3, na Bahia. A Polícia Federal investiga esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente da instituição.
Segundo as investigações, além de Geddel fazem parte do esquema empresários, concessionárias de administração de rodovias, empreendimentos imobiliários e dirigentes de empresas de ramo frigorífico. A prisão é resultado da operação "Cui Bono?", que em latim significa "A quem beneficia?".

Entidades e lideranças do movimento negro brasileiro se reuniram no sábado

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Entidades e lideranças do movimento negro brasileiro se reuniram no sábado, 01, na Plenária da Convergência Negra em Salvador/BA, para debater a conjuntura de avanço do conservadorismo e diretrizes para uma unidade na luta contra o racismo e o genocídio do povo negro.
Foto: Daniela Moura / Mídia Ninja

Prefeitura de Uruçuca sem publicidade quadrimestral


Lei 12.527
A Prefeitura Municipal de Uruçuca tinha até o dia 30 de maio para realização de audiência pública, para apresentação do Relatório de Gestão Fiscal – GRF, referente ao 1º Quadrimestre, de Janeiro a Abril de 2017, entretanto, até a presente data, o referido relatório não foi disponibilizado ao público.
A Lei Complementar nº 131, de 27 de maio de 2009, da Transparência e Responsabilidade Fiscal assegura a sociedade, pleno conhecimento e acompanhamento de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira do município. Essas informações deverão ser amplamente divulgadas, com incentivo à participação da população, em audiências públicas.
Não sabemos se por incompetência da equipe ou dificuldades em fechar as contas do período, não se tem informação de quando será realizada a tal audiência pública. Procurado, o vereador Nilton Ribeiro Santos, o Nilton Enfermeiro, esquivou-se de dar alguma resposta. Vale lembrar que, durante todo governo passado, gestão Fernanda Silva, todas as audiências públicas foram realizadas dentro do prazo, comandadas pelo competente Secretário de Desenvolvimento, José Nazal Soub, atual vice-prefeito de Ilhéus.

O site está encaminhando esta matéria ao Tribunal de Contas do Município (TCM), com os devidos questionamentos, salientando a falta de transparência do atual governo municipal.